sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

ARTE RUPESTRE

Vênus de Lespugne, encontrada na França
megalíticos


Arte rupestre

Um dos períodos mais fascinantes da história humana é da arte rupestre. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
Consideramos como as manifestações que se desenvolveram antes do surgimento das primeiras civilizações e portanto antes da escrita. No entanto isso pressupõe uma grande variedade de produção, por povos diferentes, em locais diferentes, mas com algumas características comuns.
A primeira característica é o pragmatismo, ou seja, a arte produzida possuía uma utilidade, material, cotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas, armas ou figuras que envolvem situações específicas, como a caça. Cabe lembrar que as cenas de caça representadas em cavernas não descreviam uma situação vivida pelo grupo, mas possuía um caráter mágico, preparando o grupo para essa tarefa que lhes garantiria a sobrevivência.
As manifestações artísticas mais antigas foram encontradas na Europa, em especial na Espanha, sul da França e sul da Itália e datam de aproximadamente de 25000a.C., portanto no período paleolítico. Na França encontramos o maior número de obras rupestre e até hoje em bom estado de conservação, como as cavernas de Altamira, Lascaux e Castilho.
Nesse caso, modelização é construção simbólica de uma rede de signos e de significações organizados por meio de traços cuja gramaticalidade constitui o desenho como sistema semiótico e o define como linguagem. Desenho é linguagem.
Um meio de expressão, uma imagem, um gesto, uma palavra, era um instrumento, tanto quanto um machado ou uma faca, em um processo de imitação, portanto de natureza educativa; era apenas uma outra forma de estabelecer o poder do homem sobre a natureza e no desenvolvimento das relações sociais.
Observa-se que no começo o homem utilizou o desenho, na sua expressão elementar do traço, para construir e significar o seu mundo circundante, desenvolvendo formas de apreensão e transmissão do conhecimento, portanto, de produção da cultura, aperfeiçoando a comunicação escrita através da pictografia. Esta forma de representação naturalista e figurativa do mundo visível marcaria profundamente a evolução do homem até as formas de escrita ideográfica.
Perceber o desenho, nessa perspectiva, significa compreender e explicitar a maneira de como o desenho, como um sistema modelizante, possibilita uma revivência cultural. O desenho, na verdade, sustenta uma cadeia de modelizações na cultura.
A necessidade mais premente de recordar feitos ou coisas, que se deu por intermédio da representação de idéias abstratas, por meio de imagens, fez com que surgisse a escrita, primeiramente, representando os objetos em si mesmo. Posteriormente, com o desenho dos signos, surge a escrita ideográfica, que consiste em representar as idéias e os objetos por imagens distintas, evoluindo para a escrita fonética.

Arquitetura

Os grupos de homens eram nômades e se deslocavam de acordo com a necessidade de obter alimentos. Durante o período neolítico essa situação sofreu mudanças, desenvolveram-se as primeiras formas de agricultura e consequêntemente grupo humano passou a se fixar por mais tempo em uma mesma região, mas ainda utilizavam-se de abrigos naturais ou fabricados com fibras vegetais ao mesmo tempo em que passaram a construir monumentos de pedras colossais, que serviam de câmaras mortuárias ou de templos. Raras as construções que serviam de habitação. Essas pedras pesavam mais de três toneladas, fato que requeria o trabalho de muitos homens e o conhecimento da alavanca.
Esses monumentos de pedras foram denominados "megalíticos" e podem ser classificados de: dólmens, galerias cobertas que possibilitavam o acesso a uma tumba; menires, que são grandes pedras cravadas no chão de forma vertical; e os menires, que são menires e dólmens organizados em círculo, sendo o mais famoso o de Stonehenge, na Inglaterra. Também encontramos importantes monumentos megalíticos na Ilha de Malta e Carnac na França, todos eles com funções ritualisticas.


Escultura

A escultura foi responsável pela elaboração tanto de objetos religiosos quanto de utensílios domésticos, onde encontramos a temática predominante em toda a arte do período, animais e figuras humanas, normalmente as mulheres (Vênus);
Entre as mais famosas estão a Vênus de Lespugne, encontrada na França, e a Vênus de Willendorf, encontrada na Áustria foram criadas principalmente em pedras calcárias, utilizando-se ferramentas de pedra pontiaguda.
Durante o período neolítico europeu (5000aC - 3000dC) os grupos humanos já dominavam o fogo e passou a produção de peças de cerâmica, normalmente vasos, decorados com motivos geométricos em sua superfície; somente na idade do bronze a produção da cerâmica alcançou grande desenvolvimento, devido a utilização na armazenagem de água e alimentos.



Pintura

As principais manifestações da pintura foi a arte rupestre que são encontradas no interior de cavernas, em paredes de pedra e a princípio retratavam cenas envolvendo principalmente animais, homens e mulheres e caçadas, existindo ainda a pintura de símbolos, com significado ainda desconhecido. Essa fase inicial é marcada pela utilização predominantemente do preto e do vermelho e é considerada portanto como naturalista.
A pintura é utilizada como elemento decorativo e retratando as cenas do cotidiano. A qualidade das obras é superior, mostrando um maior grau de abstração e a utilização de outros instrumentos que não as mãos, como espátulas.
Por volta de 2000aC as características da pintura a apresentavam um nível próximo à de formas escritas, preservando porém seu caráter mágico ou religiosos, celebrando a fecundidade ou os objetos de adoração (totens).



quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

aula ARTE PRÉ-HISTÓRIA

A Arte na Pré-História

Um dos períodos mais fascinantes da história humana é a Pré-História. Esse período não foi registrado por nenhum documento escrito, pois é exatamente a época anterior à escrita. Tudo o que sabemos dos homens que viveram nesse tempo é o resultado da pesquisa de antropólogos, historiadores e dos estudos da moderna ciência arqueológica, que reconstituíram a cultura do homem.
Consideramos como arte pré-histórica todas as manifestações que se desenvolveram antes do surgimento das primeiras civilizações e portanto antes da escrita. No entanto isso pressupõe uma grande variedade de produção, por povos diferentes, em locais diferentes, mas com algumas características comuns.
A primeira característica é o pragmatismo, ou seja, a arte produzida possuía uma utilidade, material, cotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas, armas ou figuras que envolvem situações específicas, como a caça. Cabe lembrar que as cenas de caça representadas em cavernas não descreviam uma situação vivida pelo grupo, mas possuía um caráter mágico, preparando o grupo para essa tarefa que lhes garantiria a sobrevivência.
As manifestações artísticas mais antigas foram encontradas na Europa, em especial na Espanha, sul da França e sul da Itália e datam de aproximadamente de 25000a.C., portanto no período paleolítico. Na França encontramos o maior número de obras pré históricas e até hoje em bom estado de conservação, como as cavernas de Altamira, Lascaux e Castilho.

FIG 1- (a) Altamira (Castilho, Espanha), (B) Tassili-n-Ajjer (Saara).] e em (C) Lascaux (França)

Nesse caso, modelização é construção simbólica de uma rede de signos e de significações organizados por meio de traços cuja gramaticalidade constitui o desenho como sistema semiótico e o define como linguagem. Desenho é linguagem.


FIG 2- (A) Descobrimento do traço (Petroglifos, Monte Bejo) e surgimento dos pictogramas (B).

Um meio de expressão, uma imagem, um gesto, uma palavra, era um instrumento, tanto quanto um machado ou uma faca, em um processo de imitação, portanto de natureza educativa; era apenas uma outra forma de estabelecer o poder do homem sobre a natureza e no desenvolvimento das relações sociais.
Observa-se que no começo o homem utilizou o desenho, na sua expressão elementar do traço, para construir e significar o seu mundo circundante, desenvolvendo formas de apreensão e transmissão do conhecimento, portanto, de produção da cultura, aperfeiçoando a comunicação escrita através da pictografia. Esta forma de representação naturalista e figurativa do mundo visível marcaria profundamente a evolução do homem até as formas de escrita ideográfica.
FIG 3- Evolução do signo chinês do homem (do pictograma inicial e suas transformações, ao ideograma final).

Perceber o desenho, nessa perspectiva, significa compreender e explicitar a maneira de como o desenho, como um sistema modelizante, possibilita uma revivência cultural. O desenho, na verdade, sustenta uma cadeia de modelizações na cultura.
A necessidade mais premente de recordar feitos ou coisas, que se deu por intermédio da representação de idéias abstratas, por meio de imagens, fez com que surgisse a escrita, primeiramente, representando os objetos em si mesmo. Posteriormente, com o desenho dos signos, surge a escrita ideográfica, que consiste em representar as idéias e os objetos por imagens distintas, evoluindo para a escrita fonética.

Arquitetura Os grupos pré-históricos eram nômades e se deslocavam de acordo com a necessidade de obter alimentos. Durante o período neolítico essa situação sofreu mudanças, desenvolveram-se as primeiras formas de agricultura e consequentemente o grupo humano passou a se fixar por mais tempo em uma mesma região, mas ainda utilizavam-se de abrigos naturais ou fabricadoscom fibras vegetais ao mesmo tempo em que passaram a construir monumentos de pedras colossais, que serviam de câmaras mortuárias ou de templos. Raras as construções que serviam de habitação. Essas pedras pesavam mais de três toneladas, fato que requeria o trabalho de muitos homens e o conhecimento da alavanca.
Esses monumentos de pedras foram denominados "megalíticos" e podem ser classificados de: dólmens, galerias cobertas que possibilitavam o acesso a uma tumba; menires, que são grandes pedras cravadas no chão de forma vertical; e os menires, que são menires e dólmens organizados em círculo, sendo o mais famoso o de Stonehenge, na Inglaterra. Também encontramos importantes monumentos megalíticos na Ilha de Malta e Carnac na França, todos eles com funções ritualisticas.

Carnac na França
Escultura A escultura foi responsável pela elaboração tanto de objetos religiosos quanto de utensílios domésticos, onde encontramos a temática predominante em toda a arte do período, animais e figuras humanas, principalmente figuras femininas, conhecidas como Vênus, caracterizadas pelos grandes seios e ancas largas, são associadas ao culto da fertilidade;
Entre as mais famosas estão a Vênus de Lespugne, encontrada na França, e a Vênus de Willendorf, encontrada na Áustria foram criadas principalmente em pedras calcárias, utilizando-se ferramentas de pedra pontiaguda.
Durante o período neolítico europeu (5000aC - 3000dC) os grupos humanos já dominavam o fogo e passou a produção de peças de cerâmica, normalmente vasos, decorados com motivos geométricos em sua superfície; somente na idade do bronze a produção da cerâmica alcançou grande desenvolvimento, devido a utilização na armazenagem de água e alimentos.


Vênus de Lespugne, encontrada na França
Vênus de Willendorf, encontrada na Áustria


Pintura As principais manifestações da pintura pré-histórica são encontradas no interior de cavernas, em paredes de pedra e a princípio retratavam cenas envolvendo principalmente animais, homens e mulheres e caçadas, existindo ainda a pintura de símbolos, com significado ainda desconhecido. Essa fase inicial é marcada pela utilização predominantemente do preto e do vermelho e é considerada portanto como naturalista.
No período neolítico a pintura é utilizada como elemento decorativo e retratando as cenas do cotidiano. A qualidade das obras é superior, mostrando um maior grau de abstração e a utilização de outros instrumentos que não as mãos, como espátulas.
Por volta de 2000aC as características da pintura a apresentavam um nível próximo à de formas escritas, preservando porém seu caráter mágico ou religiosos, celebrando a fecundidade ou os objetos de adoração (totens).